Taça do Mundo de Pesca Submarina, SAGRES 2026 - 2º Dia de Competição

5 de setembro de 2026 | Team 8 — Centro de Treino Mar (CTM Madeira)
No dia 5 de setembro, segundo e último dia de competição, partimos para a jornada com uma estratégia já bastante consolidada a partir da experiência adquirida no dia anterior. Como o percurso entre o Porto da Baleeira e a zona de competição era mais curto e as condições do mar se apresentavam particularmente favoráveis, tivemos a possibilidade de descansar um pouco mais. Acordámos por volta das 7h30, tomámos o pequeno-almoço com tranquilidade e, cerca das 8h30, encontrámo-nos com o nosso barqueiro, Tiago Graça, no Porto da Baleeira.
À semelhança do dia anterior, procedemos à preparação da embarcação, colocando todo o equipamento a bordo e deixando-o devidamente organizado para que, durante a competição, pudéssemos trabalhar com a maior rapidez e eficiência possível. Dirigimo-nos posteriormente à organização para recolher a etiqueta identificativa da equipa, que deveria ser entregue à partida como forma de assinalar a nossa presença, e iniciámos a navegação em direção à zona de concentração dos atletas.
As condições de navegação eram excelentes. À saída do porto, passámos pela Ponta da Atalaia e era possível observar o Cabo de Sagres. Mais ao longe, destacava-se já o Cabo de São Vicente e o seu farol, bem como a Pedra do Gigante, uma referência geográfica bastante interessante durante a navegação para norte.
Esta zona marca, de certa forma, a transição entre o mar da costa sul e o mar da costa norte.
A organização tinha definido como ponto de concentração de embarcações, uma zona ao largo e ligeiramente a sul da Praia da Ponta Ruiva.
Chegámos bastante cedo, por volta das 9h15, quando já se encontravam no local muitos dos restantes atletas.
Esta chegada antecipada permitiu-nos preparar cuidadosamente todo o material e, sobretudo, reorganizar a embarcação de forma a maximizar a eficiência durante a prova. Colocámos as armas todas num local acessível e devidamente identificadas, organizámos as barbatanas e o restante equipamento individual, garantindo que cada elemento da equipa pudesse rapidamente encontrar aquilo de que necessitava.
Depois de entregarmos à organização as etiquetas que confirmavam a nossa presença, equipámo-nos e ficámos preparados para o início da competição.



Estratégia inicial e saída para o primeiro ponto

A estratégia definida passava por atacar, logo no início, uma das marcações que tínhamos disponíveis para a prova: um safio localizado numa zona a sul, entre a costa e a Pedra do Cajado.
A nossa principal vantagem naquele momento era a embarcação, equipada com um motor bastante potente, que nos permitia realizar a deslocação inicial a grande velocidade. O objetivo era chegar o mais rapidamente possível à marcação do safio e tentar garantir uma captura logo nos primeiros minutos da competição.
Na partida, definimos que os primeiros atletas a entrar na água seriam o Cláudio Vieira e o Diogo Machado, enquanto o Salvador Silva permaneceria na embarcação para prestar apoio. Eu (Cláudio) fiquei totalmente equipado, com máscara, barbatanas e arma, junto à consola, preparado para entrar na água logo que a embarcação parasse na marca de GPS.

Um dos momentos que considero particularmente interessantes nas competições de pesca submarina é precisamente a partida. Assim que é dado o sinal, todas as embarcações aceleram em direção aos primeiros pontos de pesca, em "full-throttle", procurando ganhar segundos que podem ser decisivos. É um momento excitante e de grande adrenalina. Após o sinal da largada (buzina), conseguimos imediatamente colocar a nossa embarcação numa posição bastante favorável e, aparentemente, não havia outra equipa a dirigir-se para a nossa marcação.

Ao chegarmos ao local, ouviu-se repetidamente a indicação:
- “Entra na água! Entra na água! Entra na água!”.

Tínhamos chegado ao ponto pretendido e entrei imediatamente na água.

Para aquela zona estava equipado com uma arma curta, de 65 centímetros, equipada com um arpao de aproximadamente um metro, uma configuração particularmente adequada para trabalhar dentro de buracos e fendas apertadas.

No primeiro mergulho detetei um cardume de tainhas. Fiquei inicialmente indeciso entre aproveitar a oportunidade para tentar capturar uma delas ou concentrar-me imediatamente na procura do buraco onde deveria estar o safio. Optei por continuar a procurar o safio.
No segundo mergulho, já tinha percebido que se aproximava outra embarcação. Ao subir à superfície, tentei sinalizar a minha presença, mantendo a coronha da arma levantada.



O incidente com a equipa espanhola

Foi então que se aproximou uma equipa espanhola, a equipa do David Fernández Montero, campeão nacional de Espanha de Pesca Submarina 2026, Esteve Genis e Cesár Bustelo.
Instalou-se momentaneamente o caos com uma troca acelerada de palavras...
O Salvador e Diogo a gritarem que havia um mergulhador debaixo de água e os atletas adversários a referirem-se à boia, dizendo:
- “La boya, la boya!”
A nossa boia encontrava-se efetivamente na água e a embarcação de apoio estava aproximadamente a dez metros de mim. No entanto, a embarcação espanhola encontrava-se praticamente sobre a minha posição, o que criou uma situação bastante desconfortável.

Eu sabia que os atletas da mesma equipa deveriam permanecer dentro do raio regulamentar de 25 metros da sua boia e, naquele momento, sentia que a presença daquela embarcação tão próxima me colocava numa posição de clara desvantagem, sobretudo porque ainda não tinha conseguido localizar exatamente o buraco do safio.

Recordei imediatamente uma situação semelhante que tinha vivido em 2024, durante a Taça de Portugal, no Beliche. Nessa ocasião, no início da prova, eu e outro atleta disputámos praticamente em simultâneo um safio localizado numa pedra a cerca de sete metros de profundidade. A situação acabou por se transformar numa espécie de “carga de ombro” debaixo de água, em que nenhum dos dois atletas conseguiu trabalhar com a tranquilidade necessária para efetuar a captura e retirar o peixe da pedra.
É uma situação que, na minha opinião pessoal, merece alguma reflexão no âmbito das regras da modalidade. Estamos a falar de uma competição de pesca submarina, em que a capacidade técnica, a apneia, a estratégia e o conhecimento do terreno devem ser determinantes. Não deveríamos transformar determinadas situações numa espécie de “rugby subaquático”.

Entretanto, os atletas espanhóis realizaram alguns mergulhos e, ao fim de cinco a dez minutos, percebemos que também não estavam a conseguir localizar aquilo que procuravam. Acabaram por abandonar a zona, permitindo-nos finalmente trabalhar com maior tranquilidade.



Um excelente início de competição

Com espaço novamente disponível, conseguimos verificar que existia efetivamente um safio na zona, embora fosse de dimensões reduzidas. Pela observação da cabeça, tudo indicava que provavelmente não teria o tamanho necessário para pontuar. Ainda assim, decidimos arriscar a captura.

Antes disso, porém, o Diogo conseguiu uma captura muito importante: um rascasso. Apesar de ser um peixe pequeno e de não representar uma grande quantidade de pontos, teve uma importância simbólica e estratégica muito significativa, pois foi o peixe que abriu a nossa jornada competitiva e nos permitiu entrar imediatamente num ritmo positivo.
Pouco depois, o Diogo conseguiu também capturar o safio e, posteriormente, uma dourada, esta já com pontuação válida. Foi, portanto, um início de prova extraordinariamente positivo para o Diogo e para toda a equipa.

Entretanto, comecei a trabalhar na continuação da pedra, ligeiramente mais fundo. Durante um dos mergulhos detetei um bodião no fundo e tentei efetuar um tiro a alguma distância. O tiro acabou por subir ligeiramente, atingindo o peixe acima da cabeça. O bodião conseguiu libertar-se do arpão e acabou por entrar numa das características fissuras diagonais e compridas existentes nesta costa, algumas delas extremamente estreitas, com não mais de 20 centímetros de largura.
Tentei então acompanhar a fissura em toda a sua extensão, procurando perceber onde se encontrava o peixe. Foi durante essa procura que detetei uma abrótea, o que constituiu uma excelente notícia, uma vez que se tratava de uma espécie pontuável.
Num mergulho seguinte, consegui abordar a mesma fissura por outro ponto e, desta vez, detetei também um sargo. Efetuei imediatamente o disparo. O peixe ficou pressionado contra a pedra, mas o arpão não conseguiu trespassá-lo de forma a ficar devidamente preso.
Durante a tentativa de retirar o sargo do buraco, o peixe acabou por ficar encaixado verticalmente numa zona da rocha. Como a barbela não estava aberta do outro lado do peixe, o arpão soltou-se e regressei à superfície, obrigando-me a reorganizar o carregamento da arma em tempo "record" para não perder o peixe.
No mergulho seguinte consegui finalmente assegurar a situação e, logo depois, efetuei a captura da abrótea.

Continuando a explorar a pedra, detetei ainda o bodião ferido pousado no fundo. Pedi então a arma curta equipada com o "penta-dente", ferramenta particularmente útil para este tipo de captura, e consegui assegurar também esse peixe.

Tínhamos, assim, iniciado a prova de forma extraordinária, apesar do episódio desagradável com a equipa espanhola. O barco começava a acumular peixe e a estratégia inicial estava a resultar.



Procura pelo fecho dos “cupos”

A partir desse momento, decidimos voltar a aplicar uma estratégia semelhante à utilizada no primeiro dia: procurar completar os “cupos” das principais espécies — sargos, saimas, tainhas e bodiões.
Deslocámo-nos para uma zona com maior presença de espuma e peões, onde procurámos aproveitar a atividade do peixe. Eu e o Salvador conseguimos realizar algumas capturas de sargos, salemas, tainhas e bodiões.
Os sargos revelavam-se relativamente mais fáceis de capturar, enquanto as salemas, apesar de presentes, eram bastante mais difíceis de abordar na espuma. Por esse motivo, decidimos aproximar-nos ainda mais de uma zona de baía, onde a profundidade era reduzida, a água estava mais calma e existia bastante alga.
Foi aí que encontrámos um cardume muito significativo de salemas, algumas delas de grande porte e praticamente todas com tamanho suficiente para pontuar. Eu e o Salvador efetuámos duas capturas cada um e conseguimos, dessa forma, fechar o “cupo” das salemas.
Com este objetivo cumprido, decidimos avançar para a Pedra do Cajado, uma baixa ao largo com grandes matacões e fundo rochoso onde, durante o reconhecimento, o Diogo e o Salvador tinham observado peixe-porco numa fissura.



Pedra do Cajado

Ao chegarmos ao Cajado, o Diogo entrou na água acompanhado pelo Salvador. Logo no início, o Salvador conseguiu capturar uma abrótea precisamente na zona da fissura onde tinha sido observado o peixe-porco.
O peixe-porco encontrava-se efetivamente presente, mas era de pequenas dimensões e claramente não atingia o peso mínimo necessário para pontuar. Optámos, por isso, por não o capturar desnecessariamente dentro da fissura.
O Diogo seguiu então pelo canal existente entre o Cajado e o Cajadinho, realizando alguns mergulhos e procurando novas oportunidades. O Salvador permaneceu a trabalhar na zona inicial.
A corrente parecia estar a entrar de noroeste ou norte-noroeste e a água encontrava-se bastante turva, com uma visibilidade de aproximadamente cinco metros.

O Salvador realizou alguns mergulhos mais fundos e conseguiu detetar algum peixe, mas começou a sentir dificuldades na compensação de um dos ouvidos. Perante essa situação, pediu-me para entrar na água e tentar aproveitar aquela zona mais profunda.

Realizei cerca de três mergulhos praticamente às cegas, sem conseguir prever com exatidão onde iria cair, pois a água estava muito verde e turva e apenas conseguia visualizar o fundo quando chegava à profundidade pretendida.
No primeiro mergulho fiz uma espera (agachon) para tentar perceber o movimento do peixe, mas não detetei nada relevante.
No segundo percebi que tinha caído ligeiramente fora da posição pretendida, mais para nascente, e tentei deslocar-me para oeste, onde o Salvador tinha indicado a presença de peixe.
No terceiro mergulho consegui aproximar-me mais dessa zona e detetei alguns sargos e algum movimento de peixe.
Observei também uma gorgónia de grandes dimensões, uma imagem particularmente interessante para nós, sobretudo por não ser uma formação que estejamos habituados a observar nas águas da Madeira.

Apesar disso, as condições eram muito exigentes. A profundidade, o tempo reduzido de fundo e, sobretudo, a visibilidade muito limitada faziam com que estivéssemos a gastar demasiado tempo sem conseguir transformar os mergulhos em capturas. Percebemos, por isso, que era necessário mudar novamente de zona.



O naufrágio e as chapas

Seguimos então para norte, em direção a uma zona onde, durante o reconhecimento, tínhamos localizado uma espécie de caldeira de um naufrágio, seguida de várias chapas metálicas.
Foi mais uma etapa bastante interessante da competição. Começámos a encontrar alguns sargos dentro daquela estrutura, mas as condições eram extremamente apertadas. A caldeira obrigava-nos a entrar em espaços muito confinados, limitando os movimentos e exigindo bastante controlo da apneia.

Era necessário gerir cuidadosamente o tempo de fundo: entrar, posicionar-nos dentro da estrutura, procurar o peixe, aguardar pelo momento adequado para o disparo e, depois, conseguir sair novamente.
Apesar da dificuldade, conseguimos capturar alguns sargos.

Foi também nesta zona que capturei um rascasso que, posteriormente, percebemos que não teria peso suficiente para pontuar. O peixe encontrava-se numa posição curiosa, com apenas a cabeça e os olhos visíveis fora do buraco, não sendo possível observar o restante corpo.
Arrisquei o disparo precisamente porque pensei que o corpo poderia estar escondido no interior da cavidade e que, depois de retirado, o peixe teria dimensão suficiente para ser considerado válido. Após a captura, porém, percebi que não seria pontuável.

Depois dessa captura avançámos um pouco mais na mesma zona, onde voltámos a encontrar várias chapas metálicas.
No primeiro mergulho observei alguns sargos a entrarem entre a areia e as chapas. Havia um ou outro peixe que poderia estar no limite do peso pontuável. Decidi, por isso, analisar cuidadosamente a situação antes de efetuar qualquer disparo.
Como estávamos a trabalhar numa zona extremamente apertada, existia o risco de utilizar uma arma convencional e o arpão não conseguir trespassar corretamente o peixe ou ficar preso nas chapas. A melhor solução pareceu-me ser novamente o "penta-dente".
Pedi então a arma com "penta-dente" — creio que foi o Diogo quem ma entregou — e voltei a mergulhar.
Ao aproximar-me da estrutura, percebi que a espessura das chapas criava pequenas “janelas”. Ao passar por uma dessas aberturas, consegui finalmente vislumbrar um enorme cardume de sargos no interior da estrutura. Alguns apresentavam inclusive um porte superior ao dos peixes que tinha observado anteriormente.
Cheguei ao fundo, numa zona relativamente baixa, inverti imediatamente o movimento, fiz uma rotação de 180 graus e voltei a subir, posicionando-me de frente para uma dessas pequenas janelas. Sem lanterna e utilizando apenas a visibilidade disponível, fiquei a observar o interior da estrutura à procura de um peixe claramente pontuável.
Foi então que surgiu uma oportunidade excelente. Um sargo de grande porte passou lentamente à minha frente, entre as várias aberturas existentes nas chapas. Com o "penta-dente" consegui acompanhá-lo e efetuar o disparo com sucesso, assegurando uma captura de grande importância.
Regressei ao barco e, posteriormente, o Diogo e o Salvador voltaram a entrar na água. Ainda realizaram alguns mergulhos naquela zona, mas percebemos que estávamos novamente a perder demasiado tempo e que seria necessário procurar outro local.



Ponta Ruiva e o fecho dos “cupos”

Decidimos então regressar para sul, em direção a umas chapas localizadas na zona da Ponta Ruiva.
O Diogo e o Salvador investiram algum tempo nessa área, procurando novamente safios e sargos entre as chapas. Depois de alguns mergulhos, o Salvador conseguiu efetuar mais uma captura e conseguimos finalmente fechar o “cupo” dos sargos.
Continuámos ainda algum tempo a explorar a zona, deslocando-nos para a frente e para trás em busca de novas oportunidades. Pouco depois, o Diogo conseguiu também completar o “cupo” dos bodiões.
Desta forma, tínhamos conseguido fechar os “cupos” das salemas, sargos e bodiões, ficando apenas as tainhas por completar.



Últimos mergulhos junto à organização

Depois de mais alguns mergulhos sem resultados relevantes e tendo em conta que nos aproximávamos rapidamente do final da prova, decidimos dirigir-nos para uma zona próxima do barco da organização.
A embarcação da organização encontrava-se aproximadamente entre o Cajado e a Ponta Ruiva, um pouco mais a norte desse alinhamento. Como não conhecíamos particularmente bem aquela zona, optámos por realizar alguns mergulhos finais de forma exploratória, procurando perceber se ainda poderíamos encontrar algum peixe interessante.
Foi precisamente aí que detetei bastante peixe, incluindo bodiões de grande porte, sargos e tainhas. No entanto, como já tínhamos fechado os “cupos” dos sargos e dos bodiões, não fazia sentido desperdiçar tempo ou arriscar capturas dessas espécies. A minha atenção estava sobretudo concentrada nas tainhas, uma vez que tínhamos apenas duas e ainda havia margem para aumentar significativamente a nossa pontuação através do fecho desse “cupo”.
Consegui observar algumas, mas não fui capaz de concretizar nenhuma captura.
Queria ainda realizar mais um mergulho, pois continuava a observar peixe e acreditava que poderia surgir uma oportunidade. Contudo, o tempo estava praticamente esgotado. O Salvador começou a insistir: “Temos que ir, temos que ir.” Eu ainda respondi: “Só mais um, só mais um.” Rapidamente percebi, no entanto, que já não era prudente continuar. Um último mergulho poderia fazer-nos ultrapassar o tempo regulamentar e sujeitar a equipa a uma penalização. Assim, optámos por encerrar a prova aproximadamente cinco minutos antes do tempo limite.



Regresso ao porto e preparação para a pesagem

Dirigimo-nos então à organização, onde entregámos a etiqueta da equipa e anunciámos que levaríamos 31 peixes à pesagem.
Iniciámos o percurso de regresso ao Porto da Baleeira, onde, à chegada, realizámos o procedimento habitual: retirámos o pescado e organizámo-lo para a fotografia da praxe junto ao porto.
Depois da fotografia, voltámos a colocar todo o peixe na caixa térmica, devidamente acondicionado e com gelo. Tivemos ainda o cuidado de retirar previamente os peixes dos enfiões, colocando-os organizadamente dentro da caixa.
Esta opção teve como principal objetivo facilitar e acelerar o processo de pesagem. Quando os peixes permanecem nos enfiões, o processo de os desenfiar pode tornar-se bastante demorado, sobretudo quando estão envolvidas muitas equipas e um elevado número de capturas. Embora esta decisão tivesse como inconveniente o facto de não conseguirmos apresentar posteriormente todos os peixes nos enfiões numa fotografia ou durante a pesagem, entendemos que era uma forma de contribuir para a fluidez do processo.
No dia anterior, a pesagem tinha terminado já durante a noite. Sabendo que, neste segundo dia, ainda teríamos pela frente a cerimónia de encerramento, o jantar de convívio e toda a programação final do evento, procurámos, desta forma, colaborar com a organização e tornar o procedimento o mais eficiente possível.



Pesagem e resultado final

Às 17h20 teve início a pesagem. Como habitualmente, a ordem de pesagem foi definida de acordo com a classificação inversa do dia anterior.
Quando chegou a nossa vez, apresentámos os 31 peixes capturados. Durante a pesagem, constatámos que duas salemas e dois sargos não atingiam o peso mínimo válido, pelo que não pontuaram.
Já sabíamos que um dos rascassos não iria pontuar e o safio também não. Ainda assim, decidimos apresentar o safio à balança para que o juiz-chefe, Ricardo Martins, pudesse confirmar que o peixe não se encontrava abaixo do peso mínimo que daria origem a uma penalização.
Essa situação não se verificou e, portanto, não sofremos qualquer penalização.
No final, dos 31 peixes apresentados à pesagem, 25 foram considerados válidos e pontuaram.
Em termos de classificação, conseguimos manter a posição alcançada no primeiro dia, terminando novamente em 17.º lugar.
O resultado final desta segunda jornada foi de:
31 peixes apresentados à pesagem;
25 peixes válidos;
40,415 pontos;
54,88% de percentagem;
17.º lugar na classificação do dia.



Encerramento da competição

Depois de concluídas todas as pesagens, a organização procedeu ao processamento dos resultados finais e, pouco depois, teve início a cerimónia de encerramento da competição.
Seguiu-se o jantar de convívio, que reuniu atletas, convidados, organização e respetivo staff, num momento de confraternização que marcou o encerramento oficial da Taça do Mundo.
A noite terminou com música ao vivo, com a atuação da cantora Diana Silveira, acompanhada pela sua banda, The Southern Collective, num concerto que teve início pelas 22h00.
Com esta atuação e todo o programa de encerramento, terminou oficialmente a Taça do Mundo de Pesca Submarina 2026, realizada em Sagres, encerrando também a nossa participação enquanto Team 8 — Centro de Treino Mar (CTM Madeira) numa competição internacional marcada por dois dias de grande exigência física e técnica, decisões estratégicas constantes, condições de visibilidade muito variáveis e uma forte componente de trabalho coletivo.