Taça do Mundo de Pesca Submarina, SAGRES 2026 - Reconhecimento

Comitiva Madeirense do Centro Treino Mar conclui reconhecimento crucial em Sagres após Odisseia logística



SAGRES, 2 de setembro de 2026 — A equipa do Centro Treino Mar Madeira — constituída pelos atletas Cláudio Vieira, Salvador Silva e Diogo Machado — já se encontra no terreno em Sagres para disputar a CMAS World Cup Spearfishing 2026. Apesar de um arranque marcado por fortes constrangimentos logísticos e uma madrugada praticamente sem dormir, a comitiva insular conseguiu rentabilizar a tarde desta quarta-feira, completando cerca de cinco horas de reconhecimento técnico e garantindo a marcação de pontos estratégicos na Zona 1 de prova.

A jornada começou ainda de madrugada, no Funchal, com a equipa a enfrentar um atraso de cerca de uma hora no voo que os transportou para a capital. Aaterrados em Lisboa por volta das 06h00, os atletas deslocaram-se de imediato à Costa da Caparica para recolher a viatura de apoio, iniciando uma viagem contínua pela A2 até ao extremo sudoeste do país. Com a condução dividida entre Salvador Silva e Diogo Machado, a equipa geriu o cansaço acumulado para cumprir o calendário do dia.

À chegada a Sagres, e após um check-in célere e uma refeição rápida, a prioridade foi o mar. Uma alteração de última hora no programa da organização — que adiou o check-in oficial e as reuniões técnicas para o dia seguinte — abriu uma janela de oportunidade decisiva. Às 14h00, acompanhada pelo barqueiro local Tiago Graça, a equipa fez-se ao mar a partir do Porto da Baleeira rumo à extensa área de prova delimitada entre a Pedra da Gaivota e a Praia do Castelejo.



Safio de 10 Quilos e Zonas Fundo Sob Prospeção


Durante a sessão de reconhecimento na Zona 1, a equipa explorou áreas-chave, com destaque para as chapas de um navio afundado a norte da Praia do Telheiro, onde identificou uma presença assinalável de sargos na espuma, salemas e tainhas. O momento alto do reconhecimento ocorreu com a identificação e marcação de um abrigo rochoso que acolhe um safio de grandes dimensões, estimado entre os 9 e os 10 quilos — um peixe fixo que poderá ser determinante para a contabilidade de pontos durante a prova.

A prospeção estendeu-se ainda à zona do Cajado, onde a equipa identificou elevado potencial e interesse técnico em quotas de profundidade entre os 20 e os 25 metros, detetando peixes-porco e cardumes superficiais de tainhas.
Na caldeira a norte da Praia da Ponta Ruiva, foram também avistados sargos, embora a equipa note a necessidade de uma seleção rigorosa no momento do disparo devido à margem estreita de amanhagem pontuável.



Testes às armas no Cabo de São Vicente

Rigorosamente alinhada com os regulamentos que proíbem capturas nas zonas de prova durante o período de reconhecimento, a equipa deslocou-se, ao final da tarde, para sul do Farol do Cabo de São Vicente — fora do Perímetro de Competição. No local, foram efetuados os testes balísticos finais às armas, avaliando potência e precisão através da captura de validação de alguns sargos e um bodião.

A jornada encerrou no Porto de Sagres com o tratamento do pescado, seguido de um jantar de reposição de energias no Restaurante Museu do Perceve, estabelecimento parceiro da prova. O balanço do primeiro dia revela-se altamente positivo para a comitiva madeirense: ultrapassada a fadiga inicial da viagem, a equipa entra na fase decisiva de preparação com o mapa da prova delineado e o equipamento testado.

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