A participação na Taça do Mundo de Pesca Submarina por Equipas, realizada em Sagres, representou para a nossa equipa uma oportunidade única de competir num palco internacional e de conhecer uma das zonas mais emblemáticas e promissoras para a prática da pesca submarina em Portugal.
Quando recebemos a notícia de que Sagres iria acolher esta importante competição, o entusiasmo foi imediato. Para uma equipa proveniente da Ilha da Madeira, a realização de uma prova desta dimensão no sul do continente português representava uma oportunidade particularmente interessante, não apenas pelo prestígio competitivo do evento, mas também pela relativa facilidade logística e pelos custos envolvidos.
Depois de analisados todos os detalhes, percebemos que o orçamento global previsto para a participação, incluindo alojamento com pequeno-almoço para 4 dias, embarcação para 2 dias de prova e inscrição no evento, era relativamente económico. Dividindo este valor pelos elementos envolvidos e pelos dias da deslocação, chegámos à conclusão de que o custo diário por atleta seria bastante acessível. Mesmo acrescentando a viagem até Lisboa, as portagens até Sagres, os combustíveis e uma eventual despesa adicional com o aluguer de uma embarcação para um dia de reconhecimento, o investimento continuava a ser bastante razoável. Este fator acabou por ser mais um estímulo para avançarmos com a inscrição e abraçarmos este desafio.
Contudo, a competição era apenas uma parte da motivação. Um dos nossos maiores interesses era precisamente conhecer a costa a norte do Cabo de São Vicente, uma zona sobre a qual tínhamos ouvido falar ao longo dos anos através de diversos atletas e praticantes experientes. A informação era recorrente: tratava-se de uma costa com enorme potencial, rica em peixe, mas simultaneamente exigente e difícil de abordar, uma vez que as condições do mar, frequentemente marcadas pela forte ondulação e pelo vento, nem sempre permitem a prática da pesca submarina.
As duas zonas de prova, localizadas entre o Cabo de São Vicente e a Carrapateira, despertavam-nos uma enorme curiosidade. Existia a expectativa de encontrar uma grande quantidade de peixe, mas sobretudo uma diversidade de espécies pouco comum noutras zonas.
Naturalmente, esperávamos encontrar espécies características da costa portuguesa continental, como sargos, tainhas, salemas e bodiões, podendo também surgir exemplares de maior porte, como robalos, pargos sêmea e corvinas. Mas uma das grandes particularidades daquela região é precisamente a possibilidade de encontrar espécies que associamos mais frequentemente às águas insulares do Atlântico.
Falamos, por exemplo, de espécies características dos arquipélagos da Madeira e dos Açores, como as anchovas, os xaréus, as bicudas, os lírios e, eventualmente, o badejo-da-ilha. Esta influência atlântica confere à zona uma diversidade muito especial e torna cada mergulho particularmente interessante.
Por outro lado, Sagres apresenta também características que permitem o aparecimento de espécies habitualmente mais associadas às águas do Mediterrâneo. Entre elas encontram-se o pargo-dourado, o pargo-mulato e o pargo-sêmia, para além do pargo-legítimo, espécie igualmente muito apreciada e presente na costa portuguesa. Esta conjugação de espécies atlânticas, insulares, mediterrânicas e tipicamente continentais contribuiu decisivamente para a nossa expectativa em relação à prova.
Era, portanto, esta abundância e diversidade que mais nos motivava. A possibilidade de pescar num campo onde cada mergulho poderia revelar uma espécie diferente e onde o conhecimento do mar teria de ser constantemente aliado à capacidade de adaptação.
Em termos competitivos, procurámos ser realistas. Sabíamos que iríamos encontrar equipas e atletas de enorme qualidade, muitos deles com experiência internacional e, sobretudo, com um conhecimento muito superior daquelas águas. Inicialmente, em tom de brincadeira, chegou a ser traçado o objetivo de alcançar um lugar no top 10. No entanto, rapidamente percebemos que, sem uma preparação específica e um conhecimento aprofundado do campo de prova, seria extremamente difícil competir diretamente com algumas das melhores equipas presentes.
Assim, estabelecemos como objetivo mais realista conseguir terminar sensivelmente a meio da tabela classificativa. No final, podemos dizer que esse objetivo foi alcançado. Após o primeiro dia de competição, encontrávamo-nos na 17.ª posição, mas conseguimos melhorar o desempenho no segundo dia, recuperando uma posição e terminando a prova no 16.º lugar da classificação final.
Quando recebemos a notícia de que Sagres iria acolher esta importante competição, o entusiasmo foi imediato. Para uma equipa proveniente da Ilha da Madeira, a realização de uma prova desta dimensão no sul do continente português representava uma oportunidade particularmente interessante, não apenas pelo prestígio competitivo do evento, mas também pela relativa facilidade logística e pelos custos envolvidos.
Depois de analisados todos os detalhes, percebemos que o orçamento global previsto para a participação, incluindo alojamento com pequeno-almoço para 4 dias, embarcação para 2 dias de prova e inscrição no evento, era relativamente económico. Dividindo este valor pelos elementos envolvidos e pelos dias da deslocação, chegámos à conclusão de que o custo diário por atleta seria bastante acessível. Mesmo acrescentando a viagem até Lisboa, as portagens até Sagres, os combustíveis e uma eventual despesa adicional com o aluguer de uma embarcação para um dia de reconhecimento, o investimento continuava a ser bastante razoável. Este fator acabou por ser mais um estímulo para avançarmos com a inscrição e abraçarmos este desafio.
Contudo, a competição era apenas uma parte da motivação. Um dos nossos maiores interesses era precisamente conhecer a costa a norte do Cabo de São Vicente, uma zona sobre a qual tínhamos ouvido falar ao longo dos anos através de diversos atletas e praticantes experientes. A informação era recorrente: tratava-se de uma costa com enorme potencial, rica em peixe, mas simultaneamente exigente e difícil de abordar, uma vez que as condições do mar, frequentemente marcadas pela forte ondulação e pelo vento, nem sempre permitem a prática da pesca submarina.
As duas zonas de prova, localizadas entre o Cabo de São Vicente e a Carrapateira, despertavam-nos uma enorme curiosidade. Existia a expectativa de encontrar uma grande quantidade de peixe, mas sobretudo uma diversidade de espécies pouco comum noutras zonas.
Naturalmente, esperávamos encontrar espécies características da costa portuguesa continental, como sargos, tainhas, salemas e bodiões, podendo também surgir exemplares de maior porte, como robalos, pargos sêmea e corvinas. Mas uma das grandes particularidades daquela região é precisamente a possibilidade de encontrar espécies que associamos mais frequentemente às águas insulares do Atlântico.
Falamos, por exemplo, de espécies características dos arquipélagos da Madeira e dos Açores, como as anchovas, os xaréus, as bicudas, os lírios e, eventualmente, o badejo-da-ilha. Esta influência atlântica confere à zona uma diversidade muito especial e torna cada mergulho particularmente interessante.
Por outro lado, Sagres apresenta também características que permitem o aparecimento de espécies habitualmente mais associadas às águas do Mediterrâneo. Entre elas encontram-se o pargo-dourado, o pargo-mulato e o pargo-sêmia, para além do pargo-legítimo, espécie igualmente muito apreciada e presente na costa portuguesa. Esta conjugação de espécies atlânticas, insulares, mediterrânicas e tipicamente continentais contribuiu decisivamente para a nossa expectativa em relação à prova.
Era, portanto, esta abundância e diversidade que mais nos motivava. A possibilidade de pescar num campo onde cada mergulho poderia revelar uma espécie diferente e onde o conhecimento do mar teria de ser constantemente aliado à capacidade de adaptação.
Em termos competitivos, procurámos ser realistas. Sabíamos que iríamos encontrar equipas e atletas de enorme qualidade, muitos deles com experiência internacional e, sobretudo, com um conhecimento muito superior daquelas águas. Inicialmente, em tom de brincadeira, chegou a ser traçado o objetivo de alcançar um lugar no top 10. No entanto, rapidamente percebemos que, sem uma preparação específica e um conhecimento aprofundado do campo de prova, seria extremamente difícil competir diretamente com algumas das melhores equipas presentes.
Assim, estabelecemos como objetivo mais realista conseguir terminar sensivelmente a meio da tabela classificativa. No final, podemos dizer que esse objetivo foi alcançado. Após o primeiro dia de competição, encontrávamo-nos na 17.ª posição, mas conseguimos melhorar o desempenho no segundo dia, recuperando uma posição e terminando a prova no 16.º lugar da classificação final.
Dentro das circunstâncias e tendo em conta o elevado nível competitivo, consideramos que foi uma prestação positiva. Mais do que o resultado, porém, ficará a experiência. A oportunidade de mergulhar e competir naquela costa, de conhecer novas zonas, observar diferentes espécies e partilhar o mar com atletas de elevado nível internacional é algo que dificilmente esqueceremos.
Saímos de Sagres com excelentes memórias e com a sensação de termos vivido uma experiência verdadeiramente especial. São daqueles momentos que ficam marcados e que, certamente, nos darão muitas histórias para contar no futuro. Quem sabe, um dia, até aos nossos netos.
O sucesso deste evento e o nosso desempenho não teriam sido os mesmos sem o contributo decisivo de três pessoas.
1º - O Samuel Inês da M.A.R. - Maresia Associação Recreativa, pela extraordinária capacidade organizativa e responsável pela organização deste magnífico evento. A realização de uma competição desta dimensão permitiu que atletas oriundos de diferentes regiões, incluindo das ilhas, tivessem a oportunidade de competir ao lado de alguns dos melhores praticantes do mundo. Para atletas da Madeira, onde as deslocações ao continente representam frequentemente um obstáculo logístico e financeiro, iniciativas desta natureza têm um valor ainda maior. Poder participar numa prova internacional, num campo de pesca desta qualidade e enfrentar atletas de topo mundial foi, sem dúvida, uma oportunidade inigualável.
2º - O diretor de prova, Rui Sousa, que desempenhou um papel crucial ao longo de toda a competição e que, na minha opinião, talvez não tenha tido o devido louvor ou reconhecimento formal pelo trabalho desenvolvido. Não sendo este reconhecimento algo que tenha necessariamente de ser destacado, considero importante assinalá-lo, sobretudo tendo em conta a sua vasta experiência e o contributo que personalidades como Rui Sousa acrescentam a competições desta natureza. Atrevo-me a dizer que dificilmente existirá em Portugal algum praticante de pesca submarina de competição que não conheça o Rui Sousa. A sua presença transmite experiência, rigor e profissionalismo, características fundamentais na direção de uma prova desta dimensão. Destaco particularmente a forma como conduziu determinados momentos da reunião técnica, alguns deles marcados por alguma contestação e divergência de opiniões. Perante essas situações, soube dirigir-se à audiência de forma firme, sólida, responsável e assertiva, sem entrar em discussões argumentativas desnecessárias e mantendo sempre a postura institucional que se exige de um verdadeiro diretor de prova. Pela sua experiência, pelo seu rigor e pela forma profissional como desempenhou as suas funções, considero que Rui Sousa merece também o devido reconhecimento pelo contributo dado ao sucesso desta competição.
3º - O nosso barqueiro, Tiago Graça. Em primeiro lugar, pela enorme paciência e disponibilidade demonstradas logo no início, ao aguardar por nós no porto durante mais de uma hora devido ao atraso do nosso voo. Um agradecimento muito especial também pelo seu profundo conhecimento das zonas de prova, um fator verdadeiramente determinante para o nosso resultado, sobretudo no primeiro dia, em que partíamos sem qualquer experiência no local. A sua orientação, aliada a uma simpatia ímpar e a uma facilidade no trato diário, tornou toda a experiência extremamente agradável. Mais do que um simples apoio logístico, o Tiago foi indiscutivelmente a peça-chave da nossa equipa, permitindo-nos focar inteiramente na execução graças a toda a sabedoria que partilhou connosco. A ele, o nosso profundo e sincero obrigado.
Por fim, e assumindo que esta é uma opinião pessoal, salvaguardando naturalmente o facto de não conhecer toda a extensa costa portuguesa e sem qualquer intenção de ferir suscetibilidades, depois desta experiência a minha convicção é clara:
- Sagres é, para mim, a capital da pesca submarina em Portugal!
Nota final:
A equipa do CTM Madeira, constituída por Salvador Silva, Diogo Machado e Cláudio Vieira, não poderia terminar este relato sem deixar uma palavra de profundo agradecimento a todos aqueles que contribuíram para que a nossa participação nesta competição fosse possível.
Desde logo, agradecemos o apoio concedido pelo Centro de Treino Mar (CTM Madeira), na pessoa do seu presidente, David Sousa, que nos facilitou o caminho para podermos representar a equipa e a Região Autónoma da Madeira nesta importante competição.
Agradecemos igualmente à empresa Madeira Sea Emotions, na pessoa de André Moreira, e à Plimat, S.A., pelo apoio concedido, particularmente importante no plano financeiro e que contribuiu decisivamente para tornar possível esta participação.
Uma palavra especial também para Alda Ribeiro e Ricardo Ribeiro, da loja Náutica Madeira, que nos disponibilizaram apoio em alguns dos materiais de que necessitámos para a competição, e para a empresa Play in Home, pelo apoio concedido no fardamento da equipa, com o qual nos apresentámos durante a competição.
A todos os nossos patrocinadores, apoiantes e parceiros, o nosso muito obrigado. Cada contributo, independentemente da sua dimensão, foi importante para que pudéssemos concretizar esta experiência e levar o nome do CTM Madeira e da Madeira a uma competição desta dimensão.
Saímos de Sagres com excelentes memórias e com a sensação de termos vivido uma experiência verdadeiramente especial. São daqueles momentos que ficam marcados e que, certamente, nos darão muitas histórias para contar no futuro. Quem sabe, um dia, até aos nossos netos.
O sucesso deste evento e o nosso desempenho não teriam sido os mesmos sem o contributo decisivo de três pessoas.
1º - O Samuel Inês da M.A.R. - Maresia Associação Recreativa, pela extraordinária capacidade organizativa e responsável pela organização deste magnífico evento. A realização de uma competição desta dimensão permitiu que atletas oriundos de diferentes regiões, incluindo das ilhas, tivessem a oportunidade de competir ao lado de alguns dos melhores praticantes do mundo. Para atletas da Madeira, onde as deslocações ao continente representam frequentemente um obstáculo logístico e financeiro, iniciativas desta natureza têm um valor ainda maior. Poder participar numa prova internacional, num campo de pesca desta qualidade e enfrentar atletas de topo mundial foi, sem dúvida, uma oportunidade inigualável.
2º - O diretor de prova, Rui Sousa, que desempenhou um papel crucial ao longo de toda a competição e que, na minha opinião, talvez não tenha tido o devido louvor ou reconhecimento formal pelo trabalho desenvolvido. Não sendo este reconhecimento algo que tenha necessariamente de ser destacado, considero importante assinalá-lo, sobretudo tendo em conta a sua vasta experiência e o contributo que personalidades como Rui Sousa acrescentam a competições desta natureza. Atrevo-me a dizer que dificilmente existirá em Portugal algum praticante de pesca submarina de competição que não conheça o Rui Sousa. A sua presença transmite experiência, rigor e profissionalismo, características fundamentais na direção de uma prova desta dimensão. Destaco particularmente a forma como conduziu determinados momentos da reunião técnica, alguns deles marcados por alguma contestação e divergência de opiniões. Perante essas situações, soube dirigir-se à audiência de forma firme, sólida, responsável e assertiva, sem entrar em discussões argumentativas desnecessárias e mantendo sempre a postura institucional que se exige de um verdadeiro diretor de prova. Pela sua experiência, pelo seu rigor e pela forma profissional como desempenhou as suas funções, considero que Rui Sousa merece também o devido reconhecimento pelo contributo dado ao sucesso desta competição.
3º - O nosso barqueiro, Tiago Graça. Em primeiro lugar, pela enorme paciência e disponibilidade demonstradas logo no início, ao aguardar por nós no porto durante mais de uma hora devido ao atraso do nosso voo. Um agradecimento muito especial também pelo seu profundo conhecimento das zonas de prova, um fator verdadeiramente determinante para o nosso resultado, sobretudo no primeiro dia, em que partíamos sem qualquer experiência no local. A sua orientação, aliada a uma simpatia ímpar e a uma facilidade no trato diário, tornou toda a experiência extremamente agradável. Mais do que um simples apoio logístico, o Tiago foi indiscutivelmente a peça-chave da nossa equipa, permitindo-nos focar inteiramente na execução graças a toda a sabedoria que partilhou connosco. A ele, o nosso profundo e sincero obrigado.
Por fim, e assumindo que esta é uma opinião pessoal, salvaguardando naturalmente o facto de não conhecer toda a extensa costa portuguesa e sem qualquer intenção de ferir suscetibilidades, depois desta experiência a minha convicção é clara:
- Sagres é, para mim, a capital da pesca submarina em Portugal!
Nota final:
A equipa do CTM Madeira, constituída por Salvador Silva, Diogo Machado e Cláudio Vieira, não poderia terminar este relato sem deixar uma palavra de profundo agradecimento a todos aqueles que contribuíram para que a nossa participação nesta competição fosse possível.
Desde logo, agradecemos o apoio concedido pelo Centro de Treino Mar (CTM Madeira), na pessoa do seu presidente, David Sousa, que nos facilitou o caminho para podermos representar a equipa e a Região Autónoma da Madeira nesta importante competição.
Agradecemos igualmente à empresa Madeira Sea Emotions, na pessoa de André Moreira, e à Plimat, S.A., pelo apoio concedido, particularmente importante no plano financeiro e que contribuiu decisivamente para tornar possível esta participação.
Uma palavra especial também para Alda Ribeiro e Ricardo Ribeiro, da loja Náutica Madeira, que nos disponibilizaram apoio em alguns dos materiais de que necessitámos para a competição, e para a empresa Play in Home, pelo apoio concedido no fardamento da equipa, com o qual nos apresentámos durante a competição.
A todos os nossos patrocinadores, apoiantes e parceiros, o nosso muito obrigado. Cada contributo, independentemente da sua dimensão, foi importante para que pudéssemos concretizar esta experiência e levar o nome do CTM Madeira e da Madeira a uma competição desta dimensão.



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