4 de setembro de 2026 | Team 8 — Centro de Treino Mar (CTM Madeira)
Na véspera da prova, enquanto equipa, preparámos a nossa estratégia tendo em consideração que iríamos realizar uma exploração progressiva dos fundos. A ideia passava por começar a competição em zonas de menor profundidade e, à medida que a prova avançasse, procurar fundos progressivamente mais profundos. Esta estratégia permitir-nos-ia começar por garantir uma quantidade significativa de peixe nas zonas mais acessíveis e, numa fase posterior, utilizar a nossa capacidade de realizar mergulhos mais fundos para procurar exemplares de maior dimensão e, consequentemente, aumentar a nossa pontuação.
No âmbito dessa preparação, concluímos também que seria extremamente importante conseguir completar os "cupos", ou cotas, de determinadas espécies. Estabelecemos como principais objetivos os sargos, as salemas e as taínhas, cujas cotas eram de oito exemplares, e os bodiões, cuja cota era de seis exemplares. Se conseguíssemos completar as cotas destas quatro espécies, teríamos desde logo 30 peixes capturados, o que, para as características daquela zona e tendo em conta a estratégia definida, representaria uma pescaria bastante interessante e uma base sólida para a classificação.
Naturalmente, não poderíamos limitar a nossa estratégia exclusivamente a essas espécies. Caso, durante a exploração, surgissem oportunidades para capturar outras espécies pontuáveis, essas capturas poderiam enriquecer significativamente o resultado. Estávamos particularmente atentos à possibilidade de encontrar safio, moreia, abrótea ou safias, bem como exemplares de maior valor e dimensão, como robalo, saima, pargo-sêmea ou corvina. Estas capturas poderiam fazer a diferença na pontuação final e, eventualmente, permitir-nos alcançar uma das melhores pontuações do dia. Assim, embora soubéssemos que nem sempre seria possível cumprir integralmente as cotas estabelecidas, o nosso objetivo inicial para a prova era atingir os 30 peixes e, a partir daí, procurar acrescentar exemplares de maior porte que permitissem valorizar ainda mais a nossa pescaria.
No âmbito dessa preparação, concluímos também que seria extremamente importante conseguir completar os "cupos", ou cotas, de determinadas espécies. Estabelecemos como principais objetivos os sargos, as salemas e as taínhas, cujas cotas eram de oito exemplares, e os bodiões, cuja cota era de seis exemplares. Se conseguíssemos completar as cotas destas quatro espécies, teríamos desde logo 30 peixes capturados, o que, para as características daquela zona e tendo em conta a estratégia definida, representaria uma pescaria bastante interessante e uma base sólida para a classificação.
Naturalmente, não poderíamos limitar a nossa estratégia exclusivamente a essas espécies. Caso, durante a exploração, surgissem oportunidades para capturar outras espécies pontuáveis, essas capturas poderiam enriquecer significativamente o resultado. Estávamos particularmente atentos à possibilidade de encontrar safio, moreia, abrótea ou safias, bem como exemplares de maior valor e dimensão, como robalo, saima, pargo-sêmea ou corvina. Estas capturas poderiam fazer a diferença na pontuação final e, eventualmente, permitir-nos alcançar uma das melhores pontuações do dia. Assim, embora soubéssemos que nem sempre seria possível cumprir integralmente as cotas estabelecidas, o nosso objetivo inicial para a prova era atingir os 30 peixes e, a partir daí, procurar acrescentar exemplares de maior porte que permitissem valorizar ainda mais a nossa pescaria.
Na manhã de 4 de setembro, começámos o dia cedo, de acordo com o planeamento que tínhamos definido. Acordámos por volta das 7h00, preparando-nos para tomar o pequeno-almoço e iniciar todos os procedimentos necessários antes da saída para o mar. Tivemos um pequeno-almoço bastante confortável, juntamente com as restantes equipas, num ambiente de concentração e preparação para aquela que seria uma jornada longa e exigente.
Depois do pequeno-almoço, dirigimo-nos para o porto da Baleeira, onde nos encontrámos com o nosso barqueiro e procedemos à preparação da embarcação. Como a zona de competição ficava bastante afastada do porto, era fundamental sair cedo. A prova tinha início previsto para as 10h00, mas tínhamos pela frente uma deslocação de aproximadamente 15 milhas náuticas até à zona de concentração.
A distância obrigava-nos a ter em consideração o tempo de navegação. A uma velocidade de 15 nós, por exemplo, o percurso corresponderia aproximadamente a uma hora de viagem. Tivemos, contudo, a vantagem de dispor de uma embarcação com uma motorização superior, equipada com um motor de 115 cavalos, o que nos permitiu realizar a deslocação até à zona de prova de forma bastante rápida e eficiente.
Graças a essa capacidade de deslocação, conseguimos chegar à zona de concentração dos atletas entre as 9h30 e as 9h40, dentro da margem necessária para cumprir todos os procedimentos prévios ao início da competição.
À saída do porto da Baleeira tinham-nos sido entregues as etiquetas de controlo, que deveriam ser posteriormente entregues à organização na zona de concentração. Este procedimento permitia à organização controlar o número de atletas que efetivamente entravam na prova e garantir o devido acompanhamento das equipas.
Cumpridas estas formalidades, ficámos preparados para o início da competição, mantendo presente o plano definido na véspera: começar pelos fundos mais baixos, procurar rapidamente completar as cotas das principais espécies e, à medida que o tempo avançasse, progredir para fundos mais profundos, onde procuraríamos exemplares de maior dimensão capazes de fazer a diferença na classificação final.
Primeiras zonas — entre os 0 e os 4 metros
Com o início da prova, começámos por cumprir o plano definido na véspera, procurando explorar inicialmente os fundos mais baixos e garantir desde cedo algumas capturas que nos permitissem construir uma base sólida para a nossa pontuação.
A nossa primeira zona situava-se entre os 0 e os 4 metros de profundidade. Tínhamos como referência uma marcação de GPS que indicava a existência de um safio num determinado buraco e, aproximadamente 5 a 10 metros mais afastado, uma outra referência onde estaria uma abrótea. Eram, portanto, dois pontos que pretendíamos verificar logo no início da prova, na expectativa de conseguirmos encontrar estes exemplares e começar a construir a nossa pescaria.
Os primeiros atletas a entrar na água foram o Salvador Silva e o Diogo Machado. Contudo, rapidamente perceberam que as condições do fundo não eram exatamente as que esperávamos. O fundo encontrava-se bastante areado, o que dificultava a localização de buracos e fez com que não conseguissem encontrar nem o ponto do safio nem a referência da abrótea.
Perante essa dificuldade, os dois atletas optaram por se dedicar à caça na espuma, explorando a zona na tentativa de encontrar alguma espécie que pudesse contribuir para o objetivo definido. Procurávamos sobretudo sargos, salemas ou taínhas, espécies que faziam parte das nossas cotas prioritárias e que pretendíamos começar a assegurar logo nos primeiros minutos.
Os primeiros atletas a entrar na água foram o Salvador Silva e o Diogo Machado. Contudo, rapidamente perceberam que as condições do fundo não eram exatamente as que esperávamos. O fundo encontrava-se bastante areado, o que dificultava a localização de buracos e fez com que não conseguissem encontrar nem o ponto do safio nem a referência da abrótea.
Perante essa dificuldade, os dois atletas optaram por se dedicar à caça na espuma, explorando a zona na tentativa de encontrar alguma espécie que pudesse contribuir para o objetivo definido. Procurávamos sobretudo sargos, salemas ou taínhas, espécies que faziam parte das nossas cotas prioritárias e que pretendíamos começar a assegurar logo nos primeiros minutos.
Enquanto isso, eu encontrava-me no barco e ia acompanhando a movimentação das restantes equipas. À medida que os minutos passavam, tornou-se possível perceber a estratégia que estava a ser seguida pela maioria dos concorrentes. Consegui observar que 14 embarcações tinham seguido para a zona da Carrapateira, enquanto outras quatro tinham rumado para uma zona mais próxima da costa, mais orientada a noroeste, e as restantes embarcações tinham seguido para sul.
Esta distribuição permitiu-nos perceber que existia uma grande concentração de atletas mais a norte. Para nós, isso era um dado importante, porque uma concentração tão elevada de pescadores numa mesma área iria inevitavelmente provocar agitação e alteração do comportamento do peixe. O nosso objetivo era precisamente o contrário: queríamos encontrar uma zona onde não estivesse ninguém, onde o peixe permanecesse mais tranquilo e onde pudéssemos construir gradualmente a nossa pescaria, sem a pressão provocada pela passagem sucessiva de outros atletas.
Esta distribuição permitiu-nos perceber que existia uma grande concentração de atletas mais a norte. Para nós, isso era um dado importante, porque uma concentração tão elevada de pescadores numa mesma área iria inevitavelmente provocar agitação e alteração do comportamento do peixe. O nosso objetivo era precisamente o contrário: queríamos encontrar uma zona onde não estivesse ninguém, onde o peixe permanecesse mais tranquilo e onde pudéssemos construir gradualmente a nossa pescaria, sem a pressão provocada pela passagem sucessiva de outros atletas.
Apesar de a visibilidade naquela primeira zona rondar os 7 metros, o tempo ia passando e sentíamos que precisávamos de imprimir um ritmo de prova mais forte. Não queríamos permanecer demasiado tempo numa zona que não estava a proporcionar as capturas esperadas, sobretudo tendo em consideração o objetivo que tínhamos definido de tentar chegar aos 30 peixes.
Ao minuto 15, o Salvador conseguiu realizar a primeira captura da nossa equipa, um sargo, que me entregou no barco. Continuámos a insistir naquela zona, mas sem que o Diogo conseguisse concretizar qualquer captura.
Ao minuto 25, o Salvador conseguiu capturar um segundo sargo. Nesse momento, perante o reduzido rendimento da zona e considerando que o Diogo continuava sem capturas, concluímos que não fazia sentido continuar a investir tempo naquele local.
Tomámos então a decisão de abandonar aquela primeira zona e deslocarmo-nos para um fundo ligeiramente mais profundo, onde tínhamos identificado melhores condições e maior potencial de peixe. Foi assim que avançámos para a zona situada entre os 8 e os 10 metros de profundidade.
Ao minuto 15, o Salvador conseguiu realizar a primeira captura da nossa equipa, um sargo, que me entregou no barco. Continuámos a insistir naquela zona, mas sem que o Diogo conseguisse concretizar qualquer captura.
Ao minuto 25, o Salvador conseguiu capturar um segundo sargo. Nesse momento, perante o reduzido rendimento da zona e considerando que o Diogo continuava sem capturas, concluímos que não fazia sentido continuar a investir tempo naquele local.
Tomámos então a decisão de abandonar aquela primeira zona e deslocarmo-nos para um fundo ligeiramente mais profundo, onde tínhamos identificado melhores condições e maior potencial de peixe. Foi assim que avançámos para a zona situada entre os 8 e os 10 metros de profundidade.
Salvador faz uma quádrupla — quatro peixes num único tiro
Ao chegarmos à nova zona, situada entre os 8 e os 10 metros de profundidade, a perceção foi imediatamente diferente. Logo no primeiro mergulho, o Salvador detetou uma concentração significativa de peixe, nomeadamente um cardume de sargos que se encontrava junto à zona rochosa. Alguns dos sargos estavam inclusivamente a entrar numa fenda, o que constituía um sinal muito positivo relativamente ao potencial daquele local. Para além dos sargos, conseguimos observar também peixes-porco, salemas, safias e taínhas. A diversidade e a quantidade de peixe que encontrámos levaram-nos rapidamente a concluir que estávamos perante uma zona muito forte, com potencial para nos permitir realizar várias capturas e aproximarmo-nos do objetivo das cotas que tínhamos estabelecido antes da prova.
Perante essa leitura, decidimos investir alguns mergulhos naquela zona. Ao contrário do que tinha acontecido no início da prova, começávamos agora a encontrar condições que nos permitiam desenvolver a nossa pesca de forma mais consistente e com maior confiança.
O investimento começou a dar resultado. O Salvador conseguiu capturar um sargo e um peixe-porco, contribuindo para aumentar rapidamente o número de exemplares capturados. Pouco depois, durante um dos meus mergulhos, consegui também realizar a captura de um salmonete, acrescentando mais uma espécie à nossa pescaria. Mas o momento mais marcante desta passagem pela zona viria pouco depois.
Perante essa leitura, decidimos investir alguns mergulhos naquela zona. Ao contrário do que tinha acontecido no início da prova, começávamos agora a encontrar condições que nos permitiam desenvolver a nossa pesca de forma mais consistente e com maior confiança.
O investimento começou a dar resultado. O Salvador conseguiu capturar um sargo e um peixe-porco, contribuindo para aumentar rapidamente o número de exemplares capturados. Pouco depois, durante um dos meus mergulhos, consegui também realizar a captura de um salmonete, acrescentando mais uma espécie à nossa pescaria. Mas o momento mais marcante desta passagem pela zona viria pouco depois.
Durante um dos mergulhos, o Salvador realizou um único disparo que resultou na captura de quatro peixes em simultâneo — aquilo que na linguagem da pesca submarina designamos por uma “quádrupla”. O tiro permitiu-lhe capturar um peixe-porco e três sargos. Embora o peixe-porco não tivesse posteriormente peso suficiente para pontuar, os três sargos eram pontuáveis, constituindo uma excelente captura para a nossa equipa e um dos momentos mais brilhantes de todo o primeiro dia de competição.
Esta captura confirmou aquilo que tínhamos percebido inicialmente: aquela era uma zona com uma elevada concentração de peixe e justificava o investimento de tempo que estávamos a fazer. Continuámos, por isso, a explorar o fundo e as diferentes fendas e zonas rochosas na tentativa de encontrar mais exemplares e continuar a construir a nossa pescaria. Contudo, à medida que os mergulhos se foram sucedendo, começámos a perceber que o rendimento da zona estava novamente a diminuir. Apesar de termos encontrado inicialmente bastante peixe e de termos conseguido realizar várias capturas, já não estávamos a encontrar novas oportunidades com a mesma frequência.Tendo em consideração o tempo de prova que ainda tínhamos pela frente e a necessidade de cumprir o plano estratégico definido, nomeadamente, avançar progressivamente para fundos mais profundos. Entendemos que continuar naquele local poderia significar perder demasiado tempo. Decidimos, por isso, voltar a mudar de zona e prosseguir a nossa exploração.
Esta captura confirmou aquilo que tínhamos percebido inicialmente: aquela era uma zona com uma elevada concentração de peixe e justificava o investimento de tempo que estávamos a fazer. Continuámos, por isso, a explorar o fundo e as diferentes fendas e zonas rochosas na tentativa de encontrar mais exemplares e continuar a construir a nossa pescaria. Contudo, à medida que os mergulhos se foram sucedendo, começámos a perceber que o rendimento da zona estava novamente a diminuir. Apesar de termos encontrado inicialmente bastante peixe e de termos conseguido realizar várias capturas, já não estávamos a encontrar novas oportunidades com a mesma frequência.Tendo em consideração o tempo de prova que ainda tínhamos pela frente e a necessidade de cumprir o plano estratégico definido, nomeadamente, avançar progressivamente para fundos mais profundos. Entendemos que continuar naquele local poderia significar perder demasiado tempo. Decidimos, por isso, voltar a mudar de zona e prosseguir a nossa exploração.
Praia da Cordoama
O ponto seguinte situava-se em frente à Praia da Cordoama, num fundo entre os 10 e os 17 metros de profundidade.
Nesta zona conseguimos rapidamente assegurar parte do objetivo definido para a espécie, capturando quatro bodiões. A profundidade era já superior à da zona anteriormente explorada, mas permitia-nos continuar a construir uma pontuação consistente sem comprometer excessivamente o tempo disponível para a prova.
Depois desta passagem, decidimos continuar a deslocação para sul, procurando novas zonas com potencial.
Nesta zona conseguimos rapidamente assegurar parte do objetivo definido para a espécie, capturando quatro bodiões. A profundidade era já superior à da zona anteriormente explorada, mas permitia-nos continuar a construir uma pontuação consistente sem comprometer excessivamente o tempo disponível para a prova.
Depois desta passagem, decidimos continuar a deslocação para sul, procurando novas zonas com potencial.
Zona a sul da Praia do Castelejo
Mais a sul, fomos explorar uma zona caracterizada por uma ponta de rocha com alguns peões, que nos pareceu inicialmente bastante interessante. A expectativa era encontrar sobretudo salemas e tainhas, espécies que pretendíamos capturar naquele momento da prova.
Chegámos a realizar algumas capturas e fechámos o "cupo" dos bodiões. Contudo, rapidamente percebemos que o comportamento do peixe era bastante invulgar: encontrava-se extremamente esquivo, fugindo com facilidade e mostrando sinais de ter sido anteriormente perturbado. A nossa perceção acabou por ser confirmada quando tivemos conhecimento após o término da prova que a equipa da M.A.R. - Maresia Associação Recreativa já tinha estado naquela zona no início da prova e realizado algumas capturas.
Esta informação ajudou-nos a interpretar o comportamento do peixe que estávamos a encontrar. Percebemos que insistir demasiado naquele local poderia representar uma perda de tempo significativa, sobretudo porque o peixe se encontrava muito desconfiado e difícil de abordar. Assim, decidimos prosseguir para zonas mais exteriores, de acordo com o plano estratégico que tínhamos definido para a segunda metade da prova.
Esta informação ajudou-nos a interpretar o comportamento do peixe que estávamos a encontrar. Percebemos que insistir demasiado naquele local poderia representar uma perda de tempo significativa, sobretudo porque o peixe se encontrava muito desconfiado e difícil de abordar. Assim, decidimos prosseguir para zonas mais exteriores, de acordo com o plano estratégico que tínhamos definido para a segunda metade da prova.
A preparação para os mergulhos profundos
O nosso plano passava por, aproximadamente uma hora e meia antes do final da competição, começar a apostar de forma mais consistente nos fundos profundos. A ideia era que, depois de termos realizado uma primeira fase de prova em profundidades mais acessíveis e de termos conseguido “aquecer” e mobilizar, estivéssemos preparados para realizar os mergulhos mais exigentes. Como costumamos dizer na gíria da pesca submarina, era necessário “abrir o pulmão” antes de avançarmos para os fundos mais profundos.
Foi nesse contexto que começámos por explorar umas pedras situadas entre os 21 e os 24 metros de profundidade, procurando realizar alguns "agachons", na expectativa de fazer entrar ou localizar exemplares de maior porte. Apesar da expectativa, esta primeira tentativa nos fundos mais profundos não produziu resultados relevantes. Não conseguimos encontrar o peixe que procurávamos e decidimos continuar para uma zona ainda mais exterior.
A zona dos 27 aos 30 metros e o momento decisivo da prova
Avançámos então para outro ponto, onde encontrámos uma formação rochosa cujo topo se situava aproximadamente aos 27 metros, prolongando-se o fundo até cerca dos 30 metros na areia. Foi nesta zona que ocorreu o momento mais importante de toda a nossa prova.
Durante um mergulho, o Salvador Silva detetou uma saima de grande porte. Perante essa observação, decidimos explorar cuidadosamente o local. No mergulho seguinte fui eu, Cláudio Vieira, a descer ao topo da rocha. Assim que cheguei ao fundo, deparei-me com um bodião de grandes dimensões. Tentei aproximar-me para conseguir efetuar o disparo, mas o peixe começou a fugir e não foi possível concretizar a captura. No entanto, durante essa mesma abordagem, consegui observar duas saimas bastante grandes. Percebendo imediatamente o potencial daquela zona, marcámos a posição no GPS, de forma a garantir que conseguíamos voltar exatamente ao local e organizar uma nova tentativa de abordagem.
Pouco depois, o Salvador preparou-se para realizar um novo mergulho, com o objetivo de tentar capturar um daqueles exemplares. A estratégia acabou por resultar e conseguiu capturar uma das saimas.
Durante um mergulho, o Salvador Silva detetou uma saima de grande porte. Perante essa observação, decidimos explorar cuidadosamente o local. No mergulho seguinte fui eu, Cláudio Vieira, a descer ao topo da rocha. Assim que cheguei ao fundo, deparei-me com um bodião de grandes dimensões. Tentei aproximar-me para conseguir efetuar o disparo, mas o peixe começou a fugir e não foi possível concretizar a captura. No entanto, durante essa mesma abordagem, consegui observar duas saimas bastante grandes. Percebendo imediatamente o potencial daquela zona, marcámos a posição no GPS, de forma a garantir que conseguíamos voltar exatamente ao local e organizar uma nova tentativa de abordagem.
Pouco depois, o Salvador preparou-se para realizar um novo mergulho, com o objetivo de tentar capturar um daqueles exemplares. A estratégia acabou por resultar e conseguiu capturar uma das saimas.
Esta captura viria a constituir, na nossa avaliação, o momento mais brilhante de toda a prova. Tratava-se de um exemplar de grande dimensão, um verdadeiro troféu, que poderia representar uma diferença muito significativa na pontuação final e, consequentemente, na classificação da equipa.
Mais importante ainda, a captura foi realizada a aproximadamente 30 metros de profundidade, num contexto particularmente exigente. A água apresentava visibilidade reduzida, o que tornava a aproximação e a identificação do peixe consideravelmente mais difíceis. Pescar nestas condições, a esta profundidade, representa um desafio acrescido não apenas pela limitação da visibilidade, mas também pela própria exigência física e técnica dos mergulhos. Por isso, esta captura assumiu para nós um significado especial e acabou por ser o ponto alto do primeiro dia.
Decisão de terminar a prova
Por volta das 14h45, decidimos terminar a nossa participação na prova. Embora ainda houvesse algum tempo disponível, tínhamos de ter em consideração a deslocação necessária até à zona de concentração dos atletas. Não queríamos correr o risco de chegar atrasados e sofrer penalizações desnecessárias, que poderiam comprometer o trabalho realizado durante toda a prova.
Tomada a decisão, dirigimo-nos para o ponto de concentração de embarcações e, após a entrega da etiqueta da organização, anunciámos que tínhamos realizado 18 capturas.
Seguimos então para o Porto da Baleeira, onde cumprimos os procedimentos habituais de chegada.
Tomada a decisão, dirigimo-nos para o ponto de concentração de embarcações e, após a entrega da etiqueta da organização, anunciámos que tínhamos realizado 18 capturas.
Seguimos então para o Porto da Baleeira, onde cumprimos os procedimentos habituais de chegada.
Realizámos a fotografia de praxe no porto, retirámos a embarcação da água e procedemos à entrega da arca térmica com gelo e peixe à organização, para posterior pesagem e controlo.
Depois de sairmos do barco, tratámos de despir os fatos de mergulho e arrumar todo o equipamento utilizado durante a jornada.
Em seguida, dirigimo-nos ao hotel, onde nos preparámos para regressar ao local das pesagens.
Depois de sairmos do barco, tratámos de despir os fatos de mergulho e arrumar todo o equipamento utilizado durante a jornada.
Em seguida, dirigimo-nos ao hotel, onde nos preparámos para regressar ao local das pesagens.
Pesagens e resultado do primeiro dia
As pesagens decorreram no Pavilhão Clésio Ricardo, em Sagres.
Foi durante o processo de pesagem que tivemos conhecimento de uma situação que acabou por influenciar o número final de peixes pontuáveis. Na balança de pré-seleção verificámos que os dois peixes-porco capturados não atingiam o peso mínimo necessário para pontuar. O peso mínimo estabelecido para que um exemplar pudesse ser contabilizado era de 1.000 gramas, e os dois peixes-porco apresentavam peso inferior a esse valor. Consequentemente, apesar de terem sido capturados e entregues à organização, não contribuíram para a pontuação final.
Assim, das 18 peças capturadas durante o dia, 16 foram consideradas válidas e pontuaram.
No final da primeira jornada, a equipa Team 8 — Centro de Treino Mar (CTM Madeira) terminou o dia na 17.ª posição, com:
- 16 peixes válidos;
- 33.0451 pontos;
- 48,64% de pontuação percentual.
No final da primeira jornada, a equipa Team 8 — Centro de Treino Mar (CTM Madeira) terminou o dia na 17.ª posição, com:
- 16 peixes válidos;
- 33.0451 pontos;
- 48,64% de pontuação percentual.




















